
Há certos erros que cometemos que não têm perdão. Há coisas tão graves que se faz nessa vida que não se pode esperar dos outros compreensão,entendimento,empatia,nada disso: são irreversíveis.
Sempre me inquietou muito entender como se pode superar uma falta grave que não podemos transferir ou dividir com alguém,que não tem coautoria. Acho que dessas falhas a gente não livra nunca; tem que aprender a conviver com elas.
Estou falando de erros sérios,não de burradas mirins. Me refiro às decisões desgraçadas que mudam uma ou mais vidas,às desinteligências,aos enganos desastrosos. É duro admitir que tomamos atitudes que não se justificam e que não vão se amenizar com a passagem do tempo,e ainda mais difícil aceitar que não existe poder sobrenatural que suavize as nossas mancadas.
O perdão divino a que muitos se agarram desesperadamente acaba se tornando a única maneira de conseguir suportar o peso de nossos atos. Sem a certeza de que seremos perdoados por Deus-já que ninguém mais poderia nos excusar-,viver se tornaria impossível. Mas e se não tiver nenhum Deus,nenhum poder celestial,nada que possa nos acolher,apenas a certeza de que somos exclusivamente por toda a sorte de equívocos que cometemos?
E, mesmo que exista Deus,como se faz para viver com o peso de um erro determinante,até que chegue a hora do acerto de contas?
Exemplo: há poucos dias noticiou-se um incêndio acidental,causado pelo acendimento de uma vela dentro de um barraco,no qual estavam duas criancinhas deixadas a sós pela mãe,que foi à casa vizinha por cinco minutos. Os irmãos morreram carbonizados,sem que ninguém tivesse podido fazer nada; foram encontrados abraçados e esturricados num canto da casa. Agora me digam se dá para elaborar uma coisa dessas. Se dá para(sobre)viver com a culpa de ter contribuído para uma tragédia tão devastadora.
Aliás, falando em culpa, seu único sentido, a meu ver, é não nos deixar esquecer de nossos erros e servir de lembrete quando nos aproximarmos perigosamente de sua repetição. Viver sem culpas é não errar mais, ou errar de forma simplória, sem a potencialidade danosa típica das grandes bobagens que vamos acumulando pela vida. Isso, no entanto, é privilégio de poucos. Eu diria que de quase ninguém.
Sei que o tema é polêmico e sempre haverá quem defenda que para tudo nessa vida dá-se um jeito,mas eu não me convenço. Um dos meus maiores medos é dar uma pisada de bola tão feia que as consequências sejam arrasadoras,tanto para mim quanto para terceiros,porque sei, antecipadamente, que eu não saberia carregar o fardo dessa responsabilidade.
Viver e vigiar os próprios passos,essa é a nossa sina, porque o que está feito já era-não se pode repetir. Aos impulsivos, como eu, que fique a lembrança das consequências de nossos atos. Há coisas que não se perdoa, e mesmo perdoando,deixam quelóides horríveis em nossa alma.
Todas as noites, ao deitar para dormir, divido o travesseiro com os fantasmas dos meus erros passados. Eles continuam ali, me encarando, não me deixando esquecer, e é bom que fiquem: só vão desaparecer no dia em que eu também me desfizer.
(Daiana Franco)

Dizem q é sábio que vive e vigia...É aquela velha frase do "orai e vigiar". Confesso q é complicaaaado as vezes, outras vezes, mais fácil. Mas como para tudo se dá um jeito (ou quase tudo), q possamos pelo menos nao errar os mesmos erros.Rsrsrs...Dia desses falei com o Renato q eu tinha uma vontade looouca de ir até aí só pra te ver e q vcs pudessem se conhecer tb. Disse q me sentia bem ao teu lado.Mas tb,quem nao se sente,Anita!!!??? Tu é um anjo!!!Bjo...
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