5 de abr. de 2010

Sobre ela...





Anadege é minha namorada. Linda, sincera, criança.
Resumindo...um tanto quanto assim...

“Quando vi Anadege não pensei me apaixonar”
“Quando conheci Anadege me apaixonei sem pensar”

Gostaram?? Sim ....claro....rsrsrrsrs
Confesso que também gostei

Mas não são poemas as razões que me trazem aqui. Se bem que já fiz muitos
Vim para falar sobre Anadege.. ou....sobre os “fantasmas” de Anadege
A foto acima (se houver foto) foi de mais uma de nossas muitas viagens. Já rodamos muito eu e ela por aí. Mas vamos aos fatos...ou...aos fantasmas....
De onde vínhamos encurtávamos o caminho na diagonal por uma estrada asfaltada, tranqüila, bem cuidada...mas....deserta.
A lua dançava a meio céu e a noite ia pelo início da madrugada cobrindo campos, matas, capoeiras e todo o resto com sombras assustadoras.
A música “calou-se” instantes antes ao “toque” de Anadege que alegou estar farta de ouvir som.
Os quilômetros corriam velozes sob nossos pés quando a conversa esvaiu-se e um silêncio angustiante penetrou de fora para dentro no momento em que ao olhar para ela silenciosa, olhando a escuridão ao lado da rodovia, me veio a idéia de assustá-la.
Entonei a voz e perguntei se tinha medo da escuridão
___É angustiante. Ela falou. Procurando acomodar-se intranqüila no banco.
Montei minha história (ou estória, nunca sei a diferença) sem saber que eram meus os medos com os quais tentava assustá-la.
Disse para que se imaginasse sozinha no meio daqueles campos em uma noite daquelas. Vendo ao longe, no horizonte, somente a silhueta de uma casinha.
Ela.... suspirou.
Eu.... engoli em seco
Continuei . Então.... e que tal se ao chegar próximo a tal casinha você perceba que não se trata de casa coisa nenhuma e sim de uma capela dedicada a algum morto daquele lugar
Ela.... remexeu-se no banco e me pediu para parar.
Eu.... não ria mais e senti ao lado a noite sufocando-me.
Prossegui com meu plano assustador e meus fantasmas acordando dentro de mim
___E se ao constatar tudo isso a porta se abrir e do interior da capela você ouvir uma voz convidando-a a entrar.
Ela.... estremeceu e afundou um pouco mais
Eu...não achava mais engraçado tudo aquilo.
Continuei a tagarelar, tentando me enganar, quando senti um puxão e logo em seguida um grito
___Amor o que é aquilo branco entre as árvores?
Não olhei para ela. O medo tomou conta de mim. Pisei fundo no acelerador rezando para que o carro voasse e me fizesse sumir daquele lugar. Quase me borrei todo e só parei uns dez quilômetros depois e ao olhar para ela a vi sorrindo....um riso fino, tranqüilo e irônico
Até hoje não sei se Anadege viu ou ouviu alguma coisa ou se em certo momento ela percebeu que eu estava morrendo de medo e deve ter pensado com seus botões.
“Humm, vou pegar esse cagão de imaginação fértil”.
Sinceramente o que pensou....não sei... não sei. O que sei é que naquela noite eu não quis ficar sozinho em minha casa e minha ultima imagem antes de pegar no sono foram os olhos encantadores de Anadege me olhando e rindo...
um riso fino....
tranqüilo....
irônico.

(Dirceu Fernandes da Silva)

Um comentário:

  1. Guriaaaaa!Muito bom esse texto do teu namo!!!Parabéns!!!Abração cheio de carinho da tua fã,Beta.

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