3 de mai. de 2013

O que traz felicidade...


A história de Marilyn Monroe e seu triste fim, nua na cama, sozinha, o corpo sinuoso sem vida devido às dezenas de barbitúricos que lhe explodiram no estômago, esse fim é a prova definitiva de que beleza, sensualidade, dinheiro à mancheia, reconhecimento público, fama planetária, sucesso imorredouro, talento luminoso, juventude, viver na maior cidade do mundo, morar confortavelmente, comer bem, fazer sexo livre e relacionar-se com as pessoas mais inteligentes, como Truman Capote, e mais poderosas da Terra, como os Kennedy, não traz felicidade.
Mas então eu pergunto: que PTZGRILLWOFREMBAERCRSTNAKLIMBASTINHUGUI@$@#%¨&*((%–@***BLUMCLENVIST traz felicidade?
Aí é que está: a felicidade não depende de nada do que está fora de você; depende exclusivamente do que você leva por dentro.
Como auxílio luxuoso, vou valer-me do apoio do velho e bom alemão Schopenhauer:
“Para o bem-estar do homem, para todo o modo de sua existência, a coisa principal é, manifestamente, o que se encontra ou acontece dentro dele mesmo. Com efeito, é nisso que reside imediatamente o seu contentamento íntimo, ou descontentamento, que é antes o resultado do seu sentir, querer e pensar; enquanto tudo o que se situa na exterioridade tem apenas uma influência mediata. Por isso, os mesmos acontecimentos, ou situações exteriores, afetam de modo diverso cada pessoa e, em igual ambiente, cada um vive num mundo diferente”.
Vou repetir, frisar e sublinhar essa frase do lobo solitário de Frankfurt:
“Em igual ambiente, cada um vive num mundo diferente”.
É aquela história de dois irmãos, criados da mesma forma, pelos mesmos pais, na mesma casa, dispondo das mesmas condições, saírem completamente desiguais.
Por que isso?
Porque o mundo todo está dentro de você, não fora. O mundo depende de você, e não você do mundo.
(David Coimbra)

Nenhum comentário:

Postar um comentário