Num mundo das belezas instantâneas, onde basta uma aplicação de Botox, uma ida ao cirurgião plástico, ou a menos drástica das atitudes: a boa e velha musculação...Difícil ficar feia.
Também não é difícil ouvir comentários do tipo: "aquela mulher é linda, aquele homem é o mais bonito que eu já vi"...Mas quando a beleza do corpo diminui, aí para certas pessoas fica até desconfortável encarar uma velhice...
Nesse sentido, acho bacana quando a Luíza Brunet ou a Bruna Lombardi dizem que não têm medo de envelhecer (nem eu, tirando o medo de ficar doente). Acho massa essa consciência de que as coisas são finitas em determinados pontos. Porém, aquilo que tá lá dentro da gente, é para sempre.
Sempre que reparo um pessoa bonita caminhando pelas ruas, e quando essa beleza nos salta aos olhos é inevitável pensar: será ela feita somente dessa beleza externa? Tomara que não. Porque fácil é receber elogios (e ao mesmo tempo, bom também) pelo corpo no lugar, pelo rosto bonito...Mas quero ver, de verdade, as pessoas admirando seus parceiros, principalmente na terceira idade, pelo que existe dentro delas. Em outras idades também.
Belas pernas, bunda no lugar, peitos nos mesmos moldes...agrada o olho humano. Mas inevitavelmente chega uma hora em que tudo isso vai diminuir, se apagar...e aí eu desejo de verdade que as pessoas se gostem pelo que o outro carrega dentro de si (valores, princípios, ações tão bonitas que tem o corpo visto pelo lado de fora).
Dia desses, vi de perto a musa do cinema marginal dos anos 70, Helena Ignez, aqui em Porto Alegre. Não faço a mínima ideia de quantos anos tem agora. Mas calculo que beira os 70...Vendo umas fotos dela no auge da carreira, dá pra ver a perfeição em pessoa (ainda mais num tempo em que nem se falava em recursos estéticos). Helena Ignez foi uma moça linda, jovem e talentosa. Corpo no lugar, mas certamente, a mente não ficava para tras. Atualmente, dá para perceber que as rugas chegaram em grupo, mas nem por isso ela ficou menos atraente (porque, ainda bem, consigo ver além das aparências).
Tomara então, que nesse mundo de tantas intervenções cirúrgicas e medo de envelhecer, que as pessoas possam continuar admirando as outras, mesmo depois que a beleza física passar.
Como diz um velho ditado: "não mexo muito nas minhas rugas. Demorei muito tempo para tê-las"...
(Roberta Nunes)
Também não é difícil ouvir comentários do tipo: "aquela mulher é linda, aquele homem é o mais bonito que eu já vi"...Mas quando a beleza do corpo diminui, aí para certas pessoas fica até desconfortável encarar uma velhice...
Nesse sentido, acho bacana quando a Luíza Brunet ou a Bruna Lombardi dizem que não têm medo de envelhecer (nem eu, tirando o medo de ficar doente). Acho massa essa consciência de que as coisas são finitas em determinados pontos. Porém, aquilo que tá lá dentro da gente, é para sempre.
Sempre que reparo um pessoa bonita caminhando pelas ruas, e quando essa beleza nos salta aos olhos é inevitável pensar: será ela feita somente dessa beleza externa? Tomara que não. Porque fácil é receber elogios (e ao mesmo tempo, bom também) pelo corpo no lugar, pelo rosto bonito...Mas quero ver, de verdade, as pessoas admirando seus parceiros, principalmente na terceira idade, pelo que existe dentro delas. Em outras idades também.
Belas pernas, bunda no lugar, peitos nos mesmos moldes...agrada o olho humano. Mas inevitavelmente chega uma hora em que tudo isso vai diminuir, se apagar...e aí eu desejo de verdade que as pessoas se gostem pelo que o outro carrega dentro de si (valores, princípios, ações tão bonitas que tem o corpo visto pelo lado de fora).
Dia desses, vi de perto a musa do cinema marginal dos anos 70, Helena Ignez, aqui em Porto Alegre. Não faço a mínima ideia de quantos anos tem agora. Mas calculo que beira os 70...Vendo umas fotos dela no auge da carreira, dá pra ver a perfeição em pessoa (ainda mais num tempo em que nem se falava em recursos estéticos). Helena Ignez foi uma moça linda, jovem e talentosa. Corpo no lugar, mas certamente, a mente não ficava para tras. Atualmente, dá para perceber que as rugas chegaram em grupo, mas nem por isso ela ficou menos atraente (porque, ainda bem, consigo ver além das aparências).
Tomara então, que nesse mundo de tantas intervenções cirúrgicas e medo de envelhecer, que as pessoas possam continuar admirando as outras, mesmo depois que a beleza física passar.
Como diz um velho ditado: "não mexo muito nas minhas rugas. Demorei muito tempo para tê-las"...
(Roberta Nunes)

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