
A crônica de hoje é fruto da bem-vinda sugestão de uma das leitoras com quem mantenho contato virtual, a Anadege. É a respeito da nossa constante incapacidade de persistir nos compromissos, planos, projetos, propostas. Assim como ela, eu também me empolgo ao começar qualquer nova atividade - academia, estudos, amizades, tratamentos-, mas por alguma razão misteriosa tudo logo perde a graça ou fica difícil, ou me arrependo, ou simplesmente desisto de continuar. Por que será que grande parte da humanidade é assim, tão pouco perseverante? Dom Hélder Câmara disse uma vez que é uma graça divina começar bem, e graça ainda maior persistir na caminhada certa; mas a graça das graças é não desistir nunca. A questão toda é que a vida nos apresenta uma série de problemas, conflitos e necessidades para os quais não existem soluções evidentes ou fáceis. O que se pode fazer é colocar nossas forças em marcha e movimento: é só assim, nesse processo dinâmico de agir e fazer acontecer, que a gente sai do lugar, contorna os osbtáculos e passa adiante à próxima fase. Sem teimar, insistir e obstinar, o que nos resta é a sobra do acaso, aquilo que não escolhemos mas que, por exclusão, foi a cota que nos calhou. A motivação para agir está justamente nisso: saber que, se não fizermos nada para alcançar um objetivo,não só não o atingiremos como ainda teremos que nos contentar com o refugo que a vida nos entregar. Por isso, o sucesso parece ser, na maioria das vezes, uma questão de persistir em qualquer coisa que nos seja importante, mesmo se outros já tiverem tentado e desistido. Para fazer qualquer coisa é preciso ter a coragem de insistir. O verdadeiro heroísmo está em persistir por mais um momento quando tudo parece perdido, e sobretudo quando achamos que não temos mais ânimo nem força para seguir em frente. Afinal, não temos mesmo outra escolha: não dá para abrir mão de existir, não se pode puxar a cordinha e pdir para descer; nosso caminho é só de ida, sem escalas, non stop. A gente até pode fraquejar e se render à preguiça de continuar com atividades que não sejam vitais, mas não dá para renunciar ao que é mais importante na vida- e o que sejam essas coisas cada um define em seu íntimo. Persistir é resistir à tentação de desistir, e desistir só é admissível quando se tem certeza de que não vale mais a pena tentar. Essa é a diferença entre vencedores e perdedores.
(Daiana Franco)

Puxa Ana...adorei esse texto, ainda mais q a autora mencionou o teu nome. GRANDE ANA. Te adooooro muito!!!Bjão no coração e um dia das crianças recheado de guloseimas e diversão.
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