
“Era um lugar em que Deus ainda acreditava na gente...
Verdade que se ia à missa quase só para namorar mas tão inocentementeque não passava de um jeito, um tanto diferente, de rezar enquanto, do púlpito, o padre clamava possesso contra pecados enormes.Meus Deus, até o Diabo envergonhava-se.Afinal de contas, não se estava em nenhuma Babilônia...
Era, tão-só, uma cidade pequena, com seus pequenos vícios e suas pequenas virtudes:um verdadeiro descanso para a milícia dos Anjos com suas espadas de fogo - um amor!
Agora, aquela antiga cidadezinha está dormindo para sempre em sua redoma azul, em um dos museus do Céu.”
(Mario Quintana – Antologia poética. Porto Alegre : L&PM, 1999, p. 80)

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